Anuário do Petróleo no Rio 2022 da Firjan mostra competitividade da indústria nacional na transição energética

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Anuário do Petróleo no Rio 2022 da Firjan mostra competitividade da indústria nacional na transição energética

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Publicado por Firjan em ENERGIA · 15 Agosto 2022
Análises sobre o mercado de petróleo no estado, no Brasil e no mundo são o destaque da 7ª Edição do Anuário do Petróleo no Rio, lançada pela Firjan SENAI SESI, em 11/08, na sede da federação. A publicação de 2022 conta com uma novidade, o Caderno Especial sobre Transição Energética, que apresenta diferentes visões de mercado. O Anuário recebeu contribuições da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).  

“O encontro de hoje tem como pano de fundo nosso olhar para o futuro e o que deixaremos de legado para a sociedade. Não podemos nos furtar de abordar os riscos de abastecimento e os impactos logísticos da globalização, frente aos últimos acontecimentos no mundo, que ainda trazem incertezas quanto ao suprimento de insumos básicos para a economia. A crescente preocupação com a pauta de descarbonização e o aquecimento do nosso planeta são temas essenciais. E a verdade é que um futuro descarbonizado não é um futuro sem petróleo”, enfatizou Luiz Césio Caetano, presidente em exercício da Firjan, na abertura do evento.

O Anuário mostra que há expectativa de mais de US$ 60 bilhões em investimentos no Rio nos próximos anos, a maior parte concentrada no desenvolvimento de reservas de petróleo em mar. A produção no pré-sal fluminense já se aproxima dos 2 milhões de barris por dia, enquanto projetos de revitalização e a entrada de novas empresas operadoras nos campos maduros no Norte Fluminense oferecem boas perspectivas para a produção no pós-sal. O Rio, que hoje está registrando aumento da sua produção, volta a representar mais de 80% da produção nacional e deve continuar como principal expoente desse mercado, de acordo com Caetano.

“Nas nossas veias, corre o óleo do nosso petróleo. A economia do Rio está fundamentada no óleo que vem do mar para cá. A produção estadual cresceu exponencialmente, devido aos investimentos em tecnologia e inovação feitos pela indústria nacional e a internacional. Hoje, a produção nacional é de cerca de 3 milhões de bpd. A Petrobras sempre foi a grande direcionadora desse mercado e a abertura é benéfica, traz mais contratos, mais receita e mais empregos”, analisou Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan e diretora da ONIP.

9º produtor mundial

Fernando Montera, coordenador de Conteúdo Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, apresentou os principais números do petróleo do Rio: “Se fosse um país, o estado seria o 10º maior produtor do mundo! O Brasil se consolida como o 9º produtor mundial. Apenas o Rio de Janeiro (+130 mil bpd) e Alagoas (+400 bpd) tiveram aumento da produção no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período em 2021. Após três anos de queda consecutiva, reservas provadas aumentaram em 2021 no Brasil e no Rio. No nosso estado, o crescimento foi de 13% em relação a 2020”.



Mais de 50% da mão-de-obra empregada exclusivamente para atendimento ao mercado de petróleo (operação E&P e fornecedores) está localizada no Rio de Janeiro. O estado apresenta o maior índice de produtividade por trabalhador na produção de petróleo: 12 empregados na E&P para cada mil barris produzidos por dia; enquanto no restante do Brasil são demandados 44, destacou Montera. A edição atual do Anuário traz os dados de forma dinâmica e interativa.

Rodolfo Henrique de Saboia, diretor-geral da ANP, destacou o protagonismo da produção de petróleo e gás no Brasil: “Temos perspectiva de figurar entre os cinco maiores produtores de petróleo até 2030 – 46% da energia primária do Brasil vem de O&G. A produção do país continuará crescendo e deve atingir 5,2 milhões de bpd em 2031”.

O papel do petróleo na transição energética foi detalhado por Heloisa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE. “A condição privilegiada do país no processo de transição energética e o aproveitamento dos recursos petrolíferos no Brasil e Rio exigirá ações de sustentabilidade pelo lado das empresas de O&G e direcionamento de políticas públicas”, ressalta.



Já para Roberto Ardenghy, presidente do IBP, a geologia é a base de tudo. “Se há petróleo, tudo mais depende de nós, empresas e governos. O setor é regulado e a lei de petróleo é favorável. A produção de petróleo será cada vez mais descarbonizada. A indústria, como a Petrobras, está preparada para isso”.

Para acessar o Anuário do Petróleo no Rio 2022 e o Caderno Especial: Transição Energética, clique: https://www.firjan.com.br/firjan/empresas/competitividade-empresarial/petroleoegas/publicacoes/



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