- Produção de implementos retoma nível pré-crise econômica.

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- Produção de implementos retoma nível pré-crise econômica.

SINICON
Publicado por Valor Econômico em ECONOMIA · 7 Julho 2021

Os fabricantes de implementos rodoviários fecharam o primeiro semestre com alta de 56% na entrega de produtos na comparação com o mesmo período de 2020, com o emplacamento de 76.668 unidades. Esse desempenho retoma o patamar de 2014, anterior à crise econômica da década passada. Como o primeiro semestre do  ano passado foi prejudicado pelas medidas de restrição impostas no começo do combate à covid-19, entre fim de março e meados de maio, quando parte das linhas de produção pararam ou tiveram de reduzir o ritmo, era esperada a alta significativa na atividade do setor. Entre janeiro e junho de 2020 foram emplacadas 49.137 unidades.

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Os números divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) mostram que as vendas retornaram ao último ano antes da crise econômica vivida pelo país e que derrubou a produção em mais de 50%.

O presidente da entidade, José Carlos Spricigo, destaca que a retomada do setor acontece em todos os 21 segmentos de produtos fabricados no país. “Esse indicador mostra que a recuperação da economia abrange os mais diversos segmentos com destaque para o agronegócio e a construção civil”, afirmou Spricigo em nota.

Os emplacamentos na linha pesada, de reboques e semirreboques, somam 44,9 mil unidades, alta de 68% no semestre na comparação anual. No mesmo período do ano passado foram 26,7 mil unidades. Na linha de leves, que no jargão do setor é chamada de “carroceria sobre chassis”, foram 31,8 mil entregas, contra 22,4 mil unidades em 2020, alta de 41,83%.

Spricigo alerta, no entanto, que a expansão do setor deve ser menor na segunda metade do ano. Primeiro porque a base de comparação já será maior. Os fabricantes de começaram no segundo semestre de 2020 um ciclo de retomada que continuou forte em 2021. O segundo motivo que pode esfriar o crescimento é a alta dos insumos, como o aço, que responde por 70% das matérias-primas usadas pelos fabricantes. Mas também das resinas plásticas e da borracha.

“Reajustar insumos em pleno momento de recuperação da economia seguramente afetará o nosso desempenho porque não há como repassa-los aos clientes nem aborve-los internamente”, disse Spricigo. A projeção feita pela Anfir em janeiro era de crescimento entre 8% e 10% no ano. Mesmo com alta de 56% até junho, a entidade prefere não refazer as estimativas. “Por conta desse ambiente [de reajustes de preços] ainda não temos como estimar uma nova projeção”, concluiu o executivo em nota.



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